Lidar com o luto de não ser perfeita é muito difícil. Dói visceralmente não ser o bastante, nunca, em nenhuma área.
Tenho lido um livro que fala sobre isso, a nossa incapacidade de cumprir todos os requisitos que nos livram da culpa. É impossível, porque viver é se sentir culpado e elaborar mecanismos que tentam nos livrar dela. Ela é intrínseca ao ser humano, é uma das marcas de ser gente.
Mas dói.
Dói porque nós queremos ser o bastante. Chega a ser negligente com Cristo crucificado cobrar isso de nós e dos outros, porque ele é o único que foi o bastante, o único realmente suficiente. A única coisa que podemos esperar de nós e dos outros é pecado, erros e mal entendidos. Isso não é motivo para não nos relacionar, mas sim nós relacionar sabendo que é mais sobre o que fazemos, que é amar, do que esperar o que o outro pode fazer.
Eu não sou o centro do mundo e nem da vida de ninguém para esperar que as minhas expectativas sejam atendidas. Isso é Deus me mostrando que é menos, bem menos, mas bem menos de mim, e mais dele, do amor e sacrifico dele.
Eu ainda não aprendi sobre o que eu acabei de escrever. Que Deus tenha misericórdia de mim e me ajude com isso.
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